Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Cruzeiro Ventura

Autor da fotografia: José Carvalho

O Ventura, um navio de 290 metros de comprimento e 116.017 toneladas que tem capacidade para 3.100 passageiros e 1.200 tripulantes, trouxe a Lisboa 13.028 passageiros em quatro escalas, o que equivale a 8,3% do total de passageiros do porto no primeiro semestre, 13.013 deles em escala, a que se juntaram 11 embarques e quatro desembarques.

O Independence of the Seas, por sua vez, somou 11.341 passageiros (7,22% do total) em três escalas, 11.316 em trânsito, 12 embarques e 13 desembarques.

Já o movimento dos navios da Pullmantur foi essencialmente de passageiros em turnaround (que começam e/ou acabam as viagens em Lisboa).


O Atlantic Star somou 4.690 embarques e 4.694 desembarques em nove escalas e o Pacific Dream somou 4.139 embarques e 3.493 desembarques em cinco escalas.

No ranking pelo total de passageiros em Lisboa no primeiro semestre, depois do Atlantic Star e do Pacific Dream surgem o Crown Princess, da Princess Cruises, com 6.959 passageiros (4,43% do total) em duas escalas, o Costa Mágica, da Costa Cruises, com 5.829 (3,71%) em duas escalas, o Funchal, da Classic International Cruises, com 5.289 (3,37%), em oito escalas, o Costa Mediterranea, dos Costa Cruises, com 4.245 (2,7%), em duas escalas, o Balmoral, da Fred Olsen, com 3.889 (2,48%), em três escalas, e o Arcadia, da P&O Cruises, com 3.807 (2,42%), em duas escalas.

Os dados da APL indicam que nos primeiros seis meses deste ano 80 navios realizaram 128 escalas em Lisboa, com um total de 157.030 passageiros, 123.467 deles em trânsito, 17.909 embarques e 15,654 desembarques.

O Porto de Lisboa terminou o primeiro semestre com uma quebra de 9% em número de escalas, pelo decréscimo das escalas em trânsito em 27%, para 85, enquanto nas operações em turnaround houve um aumento de 79%, para 43.

“A diminuição do número de escalas em trânsito fica a dever-se, essencialmente, a factores externos ao porto de Lisboa, como seja a grande oferta de novos destinos que leva a que os operadores reposicionem com alguma frequência os seus navios em portos diferentes de forma a diversificar o produto que oferecem aos seus clientes”, diz a APL no balanço dos primeiros seis meses deste ano, acrescentando que o decréscimo também reflecte “o abrandamento registado a nível mundial na indústria do turismo em 2009, que se reflectiu, igualmente, no sector dos cruzeiros”.

O balanço sublinha ainda que oito dos 80 navios que escalaram Lisboa no primeiro semestre, designadamente o Atlantic Star, o Tahitian Princess, o Celebrity Solstice, o Eurodam, o Princess Daphne e o National Geographic Explorer fizeram-no pela primeira vez, bem como o AIDAluna e o Costa Luminosa, que visitaram Lisboa nas suas viagens inaugurais.

O Tahitian Princess, da Princess Cruises, fez uma escala com 599 passageiros, o Celebrity Solstice, da Celebrity Cruises, fez uma escala com 2.753 passageiros, o Eurodam, da Holland America Line, fez uma escala com 2.013 passageiros, o Princess Daphne, da Clasica International Cruises fez uma escala com 511 passageiros, o National Geographic Explorer, da Lindblad Expeditions, fez uma escala na qual desembarcaram 126 passageiros, o AIDAluna, da Aida Cruises, fez duas escalas com 3.590 passageiros, e o Costa Luminosa, da Costa Cruises, fez uma escala com 2.422 passageiros.

Em número de passageiros, o primeiro semestre saldou-se por uma quebra de 5% , pelo decréscimo dos trânsitos, de 147.400 para 123.467, que não foi totalmente compensado pelo aumento dos passageiros em turnaround, em 94%, para 33.563.

Este crescimento, de acordo com o balanço da APL, deveu-se à operação da Pullmantur, cujos navios  Atlantic Star e Pacific Dream realizaram 14 escalas que representaram um total de 17 016 passageiros embarcados/ desembarcados, “na sua maioria portugueses e espanhóis”.

“Sendo o segmento de turnaround o mais vantajoso para o porto de Lisboa, a operação realizada pela Pullmantur reveste-se de uma importância acrescida, para além do facto de não se realizar em Lisboa, desde o ano de 2000, operação semelhante”, sublinha ainda o documento.

 

Para mais informação consulte: http://www.vigoenfotos.com/b_ventura_cruise_1.pt.html

Para quem já não se lembra dos grandes navios Portugueses, consulte: http://navios.no.sapo.pt/alfabp.html


publicado por José A. Carvalho às 19:18
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

TAP Portugal

Autor da fotografia: José Carvalho

 

TAP Portugal (antigamente TAP Air Portugal) é a companhia aérea de bandeira portuguesa e a maior companhia de linha aérea de Portugal. Foi fundada em 14 de Março de 1945. É membro integrante daStar Alliance. Realiza voos para a EuropaAmérica do NorteAmérica LatinaÁfrica, além dos voos domésticos. Em 2007, a TAP adquiriu a companhia aérea Portugália, considerada durante 5 anos consecutivos a melhor companhia aérea regional da Europa. A sigla TAP significa Transportes Aéreos Portugueses, denominação original da empresa.

História

Os Transportes Aéreos Portugueses foram fundados a 14 de Março de 1945 e no ano seguinte foram comprados os primeiros aviões, DC-3 Dakota.

19 de Setembro de 1946 foi aberta a primeira linha comercial, de Lisboa para Madrid. A 31 de Dezembro desse mesmo ano foi aberta a Linha Aérea Imperial, entre Lisboa e Luanda na colónia de Angola eLourenço Marques (actual Maputo) na colónia de Moçambique, e tinha doze escalas.

A primeira linha doméstica, entre Lisboa e Porto, foi aberta em 1947, no ano em que foram adquiridos aparelhos C-54 Skymaster.

Entretanto, a TAP começou a efectuar voos para Londres (Reino Unido), Paris (França) e Sevilha(Espanha) e, já na década de 50, para o Reino de Marrocos.

Em 1953 a TAP passou a ser uma empresa privada e dois anos mais tarde foram adquiridos dois Super-Constellation, que permitiram a redução da duração da viagem entre Lisboa e Lourenço Marques.

Em 1962 entrou ao serviço da TAP o primeiro avião a jacto, um Caravelle, que fez a ligação Lisboa-Madrid. No ano seguinte os jactos passaram também a servir as rotas para África.

Em 1966 foi inaugurada a linha para o Rio de Janeiro. O dia escolhido foi 17 de Junho, o mesmo que, em1922, ficou marcado pela chegada a Guanabara do hidroavião Santa Cruz, de Sacadura CabralGago Coutinho, na primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Ainda nesse ano foi aberta a linha para Nova Iorque.

A partir de 1967 a TAP passou a ser a primeira companhia aérea europeia a operar exclusivamente com aviões a jacto.

Dois anos depois foram criados os Transportes Aéreos Continentais (TAC), uma subsidiária da TAP destinada ao serviço de táxi aéreo.

Em 1970 a TAP recebeu a Medalha de Mérito Turístico, pelos serviços prestados ao turismo português. Dois anos mais tarde, a TAP foi de novo premiada, desta vez com o troféu Publituris, que distinguia a melhor companhia de aviação. A transportadora repetiu o feito em 19731974.

Em 1975 a companhia aérea foi nacionalizada, passando a ser uma Empresa Pública.

Quatro anos mais tarde foi adoptada uma nova imagem e a companhia passou a chamar-se TAP - Air Portugal. Nesse sentido foi criado um novo logótipo, novas decorações dos aviões e novos uniformes. Ainda nesse ano a transportadora recebeu o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

Já na década de 80, a TAP destacou-se na reparação de aparelhos de outras companhias internacionais, sendo uma das mais conceituadas do mundo nessa matéria.

Em 1984 constituiu a empresa operadora turística Air Portugal Tours e em 1985 inaugurou o Museu TAP. Neste ano criou a Air Atlantis, empresa subsidiária para operações charter, e a LAR (Linhas Aéreas Regionais), que substituiu os TAC.

Em 1991 a TAP foi transformada em Sociedade Anónima de capitais maioritariamente públicos. No entanto, enfrentou problemas financeiros e em 1994 foi lançado o Plano Estratégico e de Saneamento Económico-Financeiro para recuperação da Empresa.

Cinco anos mais tarde foi lançado o conjunto de Orientações Estratégicas para a TAP do futuro designado “Modernização e Recuperação da TAP”.

No ano seguinte, em 2000, foi fundada a YES, transportadora de voos charter, com 51 por cento do capital a pertencer à TAP.

Em 2001 a TAP Air Portugal passa a ser a companhia aérea europeia com a presença mais marcante no mercado brasileiro. Hoje com voos diários para o Rio de JaneiroBrasíliaBelo HorizonteSão PauloRecife,SalvadorNatalFortaleza.

Em 2005, ano da comemoração do 60 anos da companhia, é alterada a imagem, é criado um novo logotipo e a empresa passa a denominar-se TAP Portugal, passando também a fazer parte da Star Alliance.

A YES devido à má imagem que tinha no mercado é convertida na White, pertencente também ao grupo TAP.

Em 2006, são adquiridos os primeiros Airbus A330 . É vendida a White ao grupo Omni - Aviação e Tecnologia.

Em 2007, a TAP adquiriu ao Banco Espírito Santo a companhia aérea Portugália Airlines. Esta, que foi considerada durante 5 anos consecutivos a melhor companhia aérea regional da Europa, viu mantido o seu nome e logótipo comercial. Contudo, a PGA passou a fazer parte do Grupo TAP. A companhia aérea de bandeira portuguesa comprometeu-se entretanto a renovar a frota de aviões da PGA, embora ainda sem calendarização. O Programa de Cliente Frequente foi transferido para o Programa Victoria da empresa mãe.

A frota de longo curso da Tap Portugal foi recentemente renovada. Os antigos Airbus A310 foram totalmente substituídos por novos Airbus A330-200.

Desde os anos 90 que a TAP tem uma "contrato de exclusividade" com a Airbus, "contrato" este que foi reafirmado nos finais de Novembro de 2007 com a compra de 12 novos A350 XWB e 8 A320 à fabricante europeia, aviões esses, todos novos de fábrica, que entrarão ao serviço da TAP a partir de 2013 e que serão utilizados em novas rotas transatlânticas.


publicado por José A. Carvalho às 02:27
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Farol do Cabo Espichel

Autor da fotografia: José Carvalho

 

farol do Cabo Espichel é um farol português que se localiza no cabo de mesmo nome, em Sesimbrafreguesia do CasteloDistrito de SetúbalPortugal.

Torre hexagonal de alvenaria e edifícios anexos.

História

Há notícias que já em 1430 a irmandade de N.S.ª do Cabo tinha instalado um farolim predecessor do actual farol.

A torre actual foi inaugurada em 1790, em 1865 era alimentado por azeite, mudando de combustível em 1886, quando a sua luz passou a ser alimentada por incandescência de vapor de petróleo e, muito mais tarde em 1926 por electricidade.

Em 1983 este farol tinha instalado um aparelho iluminante chamado de primeira ordem que emitia luz em grupos de quatro clarões brancos, em vez do antigo sistema de luz fixa. Com este novo sistema passou a ter um alcance luminoso de vinte e oito milhas náuticas (quarenta e cinco quilómetros).

A estrutura de apoio ao farol foi aumentada para os lados por volta de 1900.

Em 1947 entrou numa nova era no que diz respeito à iluminação. Foi montado um aparelho óptico aeromarítimo, que já tinha estado ao serviço do Farol do Cabo da Roca. Esta nova óptica dióptica -catadióptica chamada de quarta ordem, um modelo de grandes dimensões, apresenta trinta centímetros de distância focal, produzindo lampejos simples, agora com um alcance luminoso de quarenta e duas milhas náuticas (cerca de sessenta e sete quilômetros).


publicado por José A. Carvalho às 01:30
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Cabo Espichel

Autor da fotografia: José Carvalho

O Cabo Espichel está localizado em Portugal, a ocidente da vila de Sesimbra. É delimitado a sul e oeste pelo oceano Atlântico e a norte pela estrada nacional 379 e Ribeira dos Caixeiros. Na sua extremidade, vislumbra-se, vertiginosa e abissal, a Baía dos Lagosteiros.
Conjunto do Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua - Igreja de Nossa Senhora do Cabo, Ermida da Memória, Casa dos Círios, Terreiro no Cabo Espichel, Cruzeiro, Casa da Água e Aqueduto no Cabo Espichel.


publicado por José A. Carvalho às 01:27
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Aqueduto das Águas Livres

Autor da fotografia: José Carvalho

 

Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.

O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.

Desde que as populações se começaram a instalar na região de Lisboa, que a escassez de água potável foi uma constante. Apesar da existência de um rio no local, o Tejo, a sua água é imprópria para consumo, pois a ampla foz do rio faz com que a água seja contaminada pelo mar, tendo por isso níveis de salinidade inadequados. A única área de Lisboa com nascentes de água era o bairro de Alfama. Com o crescimento da cidade para fora das cercas medievais foi-se instalando uma situação de défice crónico no abastecimento de água. Foi ganhando então força a ideia de aproveitar as águas do vale daribeira de Carenque, na região de Belas. Estas águas foram primeiramente utilizadas pelos romanos, que aí haviam construído uma barragem e um aqueduto.

Em 1571, Francisco de Holanda (1517 - 1585) propõe a D. Sebastião (1554 - 1578) na sua obra Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa que estabelecesse uma rede de abastecimento de água que servisse a cidade de Lisboa, rede essa que tinha já sido iniciada pelos romanos. Os vestígios do aqueduto romano eram ainda suficientes para que tivessem sido considerados, em 1620, para a passagem das Águas Livres de Lisboa. Anos mais tarde, D. Filipe II (1578 - 1621) instituiu o real da água, um imposto sobre a carne e vinho que tinha como objectivo principal o financiamento das obras de construção do sistema de abastecimento de água para a capital. Porém, o projecto não foi sequer iniciado, tendo o dinheiro angariado por esse imposto sido utilizado para ajudar pobres e doentes, e também para financiar a guerra no Brasil e na Índia.

Preocupado com a falta de água na cidade, o Procurador da Cidade, em 1728, estabeleceu, à semelhança de D. Filipe II, uma taxa sobre a carne, vinho, azeite e outros produtos alimentares com o intuito de arranjar financiamento para a construção do aqueduto. Um ano depois, em 1729, foram nomeados três homens para a elaboração do plano de construção do sistema que incluiria a construção de um troço monumental do aqueduto sobre o vale de Alcântara. Esses três homens eram António Canevari, arquitecto italiano, o Coronel Engenheiro Manuel da MaiaJoão Frederico Ludovice, arquitecto alemão, responsável também pelo Convento de Mafra.

Em 1731, o Alvará Régio do rei D. João V ditou o início do projecto. Um ano depois, Canevari é afastado da direcção do empreendimento, tendo sido substituido por Manuel da Maia. Este orientou o traçado que o aqueduto deveria seguir desde a nascente até à cidade. O sistema iria terminar num enorme "cálice" a partir do qual sairiam várias condutas que ligariam aos muitos chafarizes espalhados por Lisboa. Optou-se por um aqueduto forte mas não magnífico, fazendo contudo um castelo monumental já dentro da cidade onde chegaria a água, edifício o qual a população poderia melhor apreciar devido à sua proximidade.

Passados cinco anos do Alvará Régio, e as obras ainda não tinham sequer sido iniciadas. Manuel da Maia, então responsável pelo projecto, foi substituido porCustódio Vieira. As obras começaram muito lentamente devido a atritos com os mais altos responsáveis pela obra, tal como prior de S. Nicolau. Em 1740 começou a ser construído o troço mais conhecido e mais visível do aqueduto. Quatro anos depois, em 1744, é finalizado o Arco Grande, e morre Custódio Vieira. A obra passou a ser dirigida pelo húngaro Carlos Mardel, que haveria de ter, após o grande terramoto de 1755, um papel crucial na reconstrução da Baixa Pombalina. Foi ele que decidiu instalar a Mãe d'Água perto do Rato, nas Amoreiras, ao invés da proposta inicial de se localizar em S. Pedro de Alcântara. A solução foi muito questionada e criticada, sobretudo por Ludovice, que queria que o "cálice" fosse construído onde inicialmente tinha sido pensado, mas mesmo assim a obra continuou. Em 1748, com a finalização dos 12 arcos de volta perfeita das Amoreiras, o aqueduto ficou terminado, transportando diariamente cerca de 1300 m3 de água, três vezes mais que a oferta original.

Período de funcionamento

Depois de ter entrado em funcionamento, em 1748, toda uma nova rede de chafarizes e fontes foi construída na cidade, alimentados por gravidade, como por exemplo o Chafariz da Esperança. Desde logo, também, a capacidade do aqueduto foi aumentada devido às crescentes necessidades de água potenciadas pelo crescimento demográfico da cidade. Os sucessivos aumentos do aqueduto, principalmente a montante, com o objectivo de fazer chegar até ele mais água, totalizaram um comprimento de 58 135 metros de galerias subterrâneas e também elevadas.

O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi o último decapitado da História de Portugal.

Em 1880, a importância do aqueduto diminuiu bastante devido ao início da exploração das águas do Alviela, através do Aqueduto do Alviela que levava a água até ao reservatório dos Barbadinhosonde a água era elevada com máquinas a vapor, alimentando Lisboa de água potável. O aqueduto manteve-se porém em funcionamento até 1968, tendo sido definitivamente desactivado pela EPALem 1967.

Actualidade

Actualmente é possível fazer um passeio guiado pela arcaria do vale de Alcântara. Também é possível, ocasionalmente, visitar o reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, o Reservatório da Patriarcal e troços do aqueduto geral na região de BelasCaneças.

Características

O aqueduto das Águas Livres tem início na Mãe d'Água Velha, que recolhia a água da nascente da Água Livre, em Belas, e termina no Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras após um percurso de 14 174 metros.

A extensão da rede de captação e adução, incluindo todos os tributários, foi crescendo até atingir um total de 47 quilómetros, recolhendo água de 58 nascentes, boa parte delas na zona da serra da Carregueira. Se ainda se considerarem os 11 quilómetros da rede de distribuição dentro da cidade, o sistema atinge uma extensão total de 58 quilómetros.

Na primeira fase de funcionamento do aqueduto, a captação de águas era feita apenas na nascente das Águas Livres e algumas outras perto do local. O escoamento recolhido era enviado para a Mãe d'Água Velha de onde partia o aqueduto principal. Contudo, devido à crescente necessidade de água da capital a rede de aquedutos tributários do principal alargou-se progressivamente. Esse crescimento verificou-se no aparecimento de novos aquedutos que ligavam ao principal, aos quais estavam ligados uma série de outros aquedutos mais pequenos. De entre os aquedutos que alimentaram o das Águas Livres destacam-se:

Aqueduto do Caneiro

Aqueduto da Mata

Aqueduto das Galegas

Aqueduto das Francesas

Situada em Caneças, a Mãe d'Água Velha recolhia a água que provinha da nascente das Águas Livres. É um edifício cilíndrico de 6 metros de diâmetro no qual era armazenada a água antes de ser lançada para o aqueduto. A Mãe d'Água Nova apareceu aquando da expansão da rede de captação de águas do aqueduto principal. Este servia para armazenar as águas provenientes do aqueduto do Carneiro com o aqueduto da Quintã. A partir deste reservatório parte uma galeria que se junta, 425 m abaixo, ao aqueduto das Águas Livres.

Aqueduto de Alcântara

Com um total de 127 arcos, o troço mais conhecido, e mais visível, do aqueduto das Águas Livres é o que passa sobre o vale de Alcântara. Tem 941 metros de comprimento e é constituído por 21 arcos de volta perfeita e 14 arcos centrais em ogiva.

Carlos Mardel, quando projectou o aqueduto, que viria a ser terminado em 1744, pensou em incluir na estrutura uma passagem que permitisse que os habitantes da cidade podessem atravessar o vale de Alcântara desde Lisboa até Monsanto. Para tal, serviu-se dos 3,5 metros de espessura da estrutura para nela inserir dois caminhos de 66 centímetros de largo, dividido pela galeria que transporta a água. De forma a ligar os dois caminhos existem alguns lanternins que permitem que se passe de um lado para o outro da galeria. Os lanternins têm também uma função arquitetónica bem definida, que é a de cortar um pouco da monotonia visual provocada pela grande e pesada arcaria, dando-lhe um toque de elegância e beleza. Para além dessas duas funções tem ainda outra, que, no que diz respeito à sua verdadeira funcionalidade, é a mais importante — respiradouro; por forma a oxigenar as águas que passam na galeria, o contacto com a atmosfora que os lanternins permitem é fundamental para a qualidade da água transportada.

A opção dos arcos em ogiva foi a solução construtiva mais indicada a escolher devido aos grandes vãos a vencer e também devido à grande altura da estrutura. Portanto, depois de começada a descida em direcção ao fundo do vale de Alcântara, feita através de dezoito arcos de volta redonda, ainda em Monsanto, a arcaria passa a ser em ogiva. Na encosta de Campolide, o aqueduto termina com três arcos de volta perfeita; a não opção de arcos em ogiva deveu-se a Custódio Vieira, que afirmou que altura do aqueduto nesse troço não justificava arcos em ogiva, que eram de execução mais difícil. De referir ainda que as pedras salientes ao longo de todo o aqueduto foram deixadas com um propósito estético, mas foram inicialmente prevista e usadas com apoio para os andaimes de construção da estrutura.

De todos os catorze arcos em ogiva destaca-se um, o Arco Grande. O maior arco da imponente arcaria foi a parte de mais difícil execução neste troço, e talvez de toda a obra. Mede 65 metros de altura e dista 29 metros entre pegões, sendo o maior arco ogival do mundo. Teve de assim ser concebido devido à passagem da ribeira de Alcântara entre os seus pegões. Em caso anteriores da História, optou-se por uma solução mais simples — a sobreposição de arcos — com o objectivo de vencer vãos tão grandes como este; neste caso tal não foi opção, pois destoaria da restante arcaria que atravessa o vale e ao mesmo tempo dá à obra um ar monumental e grandioso. De cada um dos lados do passeio existem duas placas iguais com a seguinte inscrição: Arco Grande/Altura do rio ao passeio/Em palmos: 296,75 - Em metros:65,29/Largura entre Pegões/Em palmos: 131 - Em metros:28,86.

Actualmente, debaixo destes arcos passam diversas vias de comunicação. Sob o Arco Grande passa a Av. Calouste Gulbenkian com seis vias de trânsito (3x2). Em 1887 foi inaugurada a linha de caminho-de-ferro, que ligava a estações de CampolideRossio, passando por de baixo de um dos arcos e depois entrando no Túnel do Rossio; hoje em dia, por aí também passa a linha de comboio que atravessa a Ponte 25 de Abril. Também o Eixo Norte-Sul, acabado em1997

, com seis faixas de rodagem aí passa; devido à insuficiente largura entre pegões, a via está dividida em dois, passando cada um dos sentidos debaixo de arcos consecutivos.


publicado por José A. Carvalho às 13:10
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Torre de Belém

Autor da fotografia: José A. Carvalho

 

Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de João II de Portugal (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.

O cronista Garcia de Resende foi o autor do seu risco inicial, tendo registrado:

"E assim mandou fazer então a (...) torre e baluarte de Caparica, defronte de Belém, em que estava muita e grande artilharia; e tinha ordenado de fazer uma forte fortaleza onde ora está a formosa torre de Belém, que el-Rei D. Manuel, que santa glória haja, mandou fazer; para que a fortaleza de uma parte e a torre da outra tolhessem a entrada do rio. A qual fortaleza eu por seu mandado debuxei, e com ele ordenei a sua vontade; e tinha já dada a capitania dela [a] Álvaro da Cunha, seu estribeiro-mor, e pessoa de que muito confiava; e porque el-Rei João faleceu, não houve tempo para se fazer" (RESENDE, Garcia deCrónica de D. João II1545.),

A estrutura só viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as já adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.

Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.

Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registro aduaneiro, posto de sinalização telegráficofarol. Os seus paióis foram utilizados comomasmorras para presos políticos durante o reinado de Filipe II de Espanha (1580-1598), e, mais tarde, por João IV de Portugal (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Sebastião de Matos de Noronha (1586-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado recluso para a Torre de Belém.

Sofreu várias reformas ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem, voltado para o rio, e o claustrim.

Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983. Naquele mesmo ano integrou a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura

monumento reflete influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes paraartilharia no país (ver fortalezas).

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedragalerias abertas, torres de vigia no estilo mouriscoameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.

A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.

A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:

  • Primeiro pavimento - Sala do Governador.
  • Segundo pavimento - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas.
  • Terceiro pavimento - Sala de Audiências
  • Quarto pavimento - Capela
  • Quinto pavimento - Terraço da torre

A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustrim, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo.


publicado por José A. Carvalho às 01:24
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Reportagem fotográfica - Teatro de Revista

Parque Mayer, esquecido pelos homens perdidos sem alma, grito a tempo,

sem tempo bem alto, salvem-me das almas, dos homens perdidos no tempo.

Autor: José Carvalho

 

Para quem ainda se recorda, dos tempos em que ir ao teatro de revista,  era  estar de perto com a cultura portuguesa e fisicamente o meio envolvente era sinal de orgulho para qualquer português, é lamentavel que um espaço de teatros, se transforme numa zona opaca,escura e sem qualquer significado para o comum dos mortais. Como é possivel transmitir aos nossos filhos, que a Nação se desenvolve apenas, de acordo com os interesses de quem  não tem  dignidade pela história de uma cultura que é e será sempre, o reflexo de uma  sociedade. Que a capacidade de saber reflectir sobre tudo o que simboliza um passado, seja uma constante, nos que detêm o dom da palavra e o poder de passarem o testemunho ás gerações seguintes.

A todos os que são sensiveis  a estas questões, será importante a v/ opinião.

 

Autor do Texto: José Carvalho


publicado por José A. Carvalho às 23:00
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Técnicas de Vendas - Gestão do tempo (chegar a tempo a cada passo)

« Não trabalhe com esforço,trabalhe com inteligência »

Slogan da área de gestão

Abrandar  e ganhar tempo

«Podes friccionar uma azeitona o tempo que quiseres, que ela não amadurece mais depressa.»

 

O que é o tempo?

Na verdade, o fenómeno do tempo apenas existe na nossa mente. Einstein demonstrou-nos e forneceu-nos a prova de que o tempo é relativo por isso ao alterarmos a nossa consciência do tempo, também podemos  alterar a forma de lidar com ele.

 

Flexibilidade na Gestão do Tempo

 

Regra 1

Ao criar uma lista de coisas a fazer, tenha consciência da sua tendência para fazer brainstormings.

 

Regra 2

Estableça Prioridades – de modo diferente.

 

Ex: Prioridade A (importante e urgente), Prioridade B (importante mas não urgente), ou Prioridade C (urgente, mas não importante). Tudo o resto tem Prioridade D – e  é  anulado.

 

Regra 3

Para melhor gerir as suas prioridades, empenhe-se no seu plano , e concretize-o passo-a-passo .

 

Regra 4

Seja eficiente e eficaz. Fazer as coisas bem e fazer as coisas certas só é possivel quando atribuimos um significado global ás nossas acções que irão transformar  a gestão do tempo  em gestão da vida. A resposta está no tipo de tarefas ás quais dedicamos o nosso tempo – e a nossa vida.

 

“Seis regras básicas para planear o dia de trabalho”

1) Ponha-o por escrito – anote na sua agenda todas as actividades, projectos e compromissos

2) Planeie o dia de trabalho de véspera – a antecipação gera segurança

3) Faça uma estimativa do tempo e estabeleça limites – melhora a  rentabilidade.

4) Centre-se nas suas prioridades – começe  pelo que é mais importante e não pelo que é mais urgente. Maximize a sua eficácia.

5) Concentre-se nos factos positivos – é o melhor estimulante para a auto-motivação  e estima.

6) Definir uma estratégia ou um objectivo prévio – visa comprometer o cliente de um modo eficaz e intencional, ganhando uma oportunidade  valiosa.

 

Os estudos sobre a saúde e a longividade demonstram que as pessoas que mantêm diariamente o equilíbrio entre o trabalho e o prazer/lazer, não só vivem mais tempo, como têm também uma vida mais feliz e produtiva em todos os aspectos. Na verdade, a gestão do tempo é um paradoxo. Não temos capacidades para gerir o tempo, mas apenas para nos gerirmos a nós próprios.Por outras palavras, a gestão do tempo não é mais do que uma auto-gestão.

 

Do "Tempo é dinheiro" para o "Tempo é vida"

 

Podemos sempre voltar a ter o dinheiro que perdermos - mas não o tempo. Se alguém lhe quiser roubar 200€, vai  fazer tudo o que puder e recorrer a todas as suas energias para a dissuadir.

No entanto, se alguém lhe tirar duas horas ao seu dia, é provável que lhe dê licença para isso. Tal como Napoleão, disse um dia: «Os únicos ladrões a quem a sociedade perdoa são os que nos roubam o tempo.»

 

Um dos problemas-chave da gestão do tempo na nossa sociedade é dispersarmo-nos com frequência em urgências do trabalho diário, caindo na tentação de esquecer as prioridades e as metas de vida. Sofremos pressões constantes de todos os lados para resolver os problemas pendentes - e a fazê-lo para ontem. O que é de facto importante vai sendo protelado para outras datas, na altura em que finalmente «tivermos tempo».

Na verdade, tempo disponivel é algo que nunca vamos ter.

 

A gestão do tempo no dia-a-dia tenta combater os sintomas, mas não vai á raiz do problema. Os planificadores semanais, as agendas e o software ajudam-nos a orientar os nossos dias de trabalho, cada vez mais agitados. Sem dúvida que as listas de coisas a fazer, os mapas de planeamento elaborados com mestria e as ferramentas de trabalho para os projectos são de toda a utilidade; graças a eles programamos as várias fases de cada tarefa diária, estabelecemos as prioridades com mais precisão e adoptamos a melhor atitude para evitar distracções que nos tirem tempo. Aplicada desta forma, a gestão do tempo ajuda-nos a conquistar progressos sustentáveis na nossa eficiência, já que tudo o que fizermos será feito com correcção. Contudo, se nos dedicarmos ás acções erradas, continuamos pressionados pelo tempo.

 

Nunca se esqueça  que ser eficiente significa fazer as coisas bem e ser eficaz significa fazer as coisas certas.

 

«A diferença entre um veneno e um remédio está simplesmente na dosagem»

Hipócrates

 

 

Fonte: Psicologia das Relações Interpessoais - M. Odete Fachada 


Sobre este tema muito mais ficou por dizer, mas os comentários são sempre importantes quando o objectivo sobre qualquer discussão ficou por alcançar e por isso não hesitem em dar o v/ contributo.

 

O próximo tema será sobre "O Medo" no mundo laboral.


publicado por José A. Carvalho às 13:41
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Domingo, 19 de Setembro de 2010

Fotografia - Lisboa, sombras na noite

 

Lisboa sombria, imagem diminuída, ruídos inexplicáveis, visões enevoadas nas sombras da noite, que a madrugada transporta num lugar escondido , à espera de um novo amanhecer.Lisboa que não dorme, esquecida nas sombras da noite.
Autor: José Carvalho


publicado por José A. Carvalho às 16:54
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Técnicas de Vendas - Relações Interpessoais

 

Ojectivos da Comunicação em Vendas

 

O que é comunicar?

 

A palavra comunicar provém do latim comunicare que significa «pôr em comun», «entrar em relação com».

 

  • Comunicar é, pois, trocar ideias, sentimentos e experiências entre pessoas que conhecem o significado daquilo que se diz e do que se faz.
  • Comunicar é diferente de informar. Informar é um processo unilateral.
  • Comunicar é um processo interactivo e pluridireccional.

Objectivos em Vendas

  1. A importância do estudo da comunicação

«60% dos problemas interactivos são consequência de uma má comunicação»

Peter Drucker

 

 

A comunicação faz-se em múltiplas situações e é fundamental para o desenvolvimento individual e social.

 

2.   A inevitabilidade e a universalidade da comunicação

«Tal como a lingua fala para  o ouvido a mão fala para os olhos»

Francis Bacon

 

O homem utiliza um complexo sistema de simbolos para se relacionar com os outros:

  • Sinais verbais
  • Sinais não verbais
  • Sinais escritos

3.  Os elementos da comunicação

Para que se estabeleça a comunicação é necessário a existênia dos seguintes elementos:

  • O EMISSOR - o que emite ou transmite a mensagem; é o ponto de partida de qualquer mansagem.
  • O RECEPTOR - é aquele a quem se dirige a mensagem. Ele será tanto mais receptivo quanto maior for a abertura ao outro. Não só é importante que ele compreenda a mensagem mas também que a capte, e a aceite.
  • A MENSAGEM - é o conteudo da comunicação. É o conjunto de sinais com significado.
  • O CANAL - é todo o suporte que serve de veículo a uma mensagem. O canal mais vulgar é o ar.

4.  A importância do silêncio no processo de comunicação

Os silêncios são os elementos fundamentais do processo de comunicação e da relação interpessoal.

 

Estes exemplos mostram que os silencios:

  • Fazem parte integrante da comunicação.
  • São bastante frequentes nas relações interpessoais.
  • Muitas vezes são embaraçosos.
  • Criam um vazio nas relações interpessoais, afectando-as.
  • Podem ser um momento de profunda troca de emoções e sentimentos.
  • São fundamentais, porque para escutar o outro activamente, é preciso estar em silêncio absoluto.

NOTA: Ser sensivel aos silêncios e aprender a interpretá-los é uma exigência da comunicação.

 

5.   A importância das expressões faciais na interação pessoal

Quando comunicamos o nosso corpo também fala. As nossas expressões faciais comunicam os nossos sentimentos, emoções e reacções, intencionalmente ou não.

 

Expressões que tudo dizem sem dizermos nada:

  • Expressões faciais que mostram respeito ou desrespeito para com os outros.
  • Através do olhar sentimos hostilidade, simpatia ou desafio.
  • Através do olhar manifestamos confiança, interesse, ternura, desconfiança, etc.
  • O sorriso melhora a imagem de quem comunica e o relacionamento com os outros.

NOTA: Os sinais não verbais adquirem diferentes significados em contextos culturais diferenciados;

Olhar nos olhos do interlocutor em Portugal, é sinal de sinceridade e honestidade. Na Coreia é falta de educação.

 

6.  Caracteristicas e consequências da comunicação

É através das palavras com significado que são produzidos determinadas, imagens e representações mentais que condicionam a forma do individuo pensar e de se relacionar.

 

As palavras negativas:

  • Condicionam mensagens negativas e, consequentemente, imagens negativas.
  • Condicionam emoções negativas e fazem sobressair as dificuldades
  • Bloqueiam a busca de soluções e criatividade
  • Fazem pensar negativamente, o que dificulta a busca de soluções e de alternativas dinamizadoras do bem estar.

Expressão negativa do vendedor

 

Expressão positiva do vendedor

 

7.   A importância da escuta activa

O ser humano demora 2 anos para aprender a falar e muitos demoram uma vida para aprender a escutar.

 

O que é escutar?

  • ESCUTAR é um acto de inteligência. É mais do que ouvir atentamente o cliente. Significa captar toda a informação,  processá-la e compreendê-la.

Escutar porquê?

  • Memorizar as informações importantes fornecidas pelo cliente.
  • Evitar fazer a mesma pergunta duas vezes.
  • Demonstrar ao cliente disponibilidade e atenção

Escuta activa implica:

  • Capaciade para relacionar a nova informação com o que já é conhecido.
  • Capacidade de compreensão
  • Capacidade de análise e sintese
  • Capacidade de selecção e informação

Todas estas considerações têm a sua importância na planificação diária de um representante de vendas. Irei abordar no meu próximo tema uma área que nos dias de hoje é crucial a qualquer profissional, a "Gestão do Tempo".


publicado por José A. Carvalho às 00:52
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